Também te perdes

Também te perdes
Entre tanto que te pedes

Também te perdes
Entre tanto que medes

Também te perdes
Na margem desse lago
Olhando ao outro lado
Em águas divisas
São permeio da agonia
De te perderes em tudo
E ao mesmo tempo
Não seres nada
Porque nada fazes

Também te perdes
Entre a mente e o presente

Também te perdes
Entre a mente e o ausente

Também te perdes
No desgaste de muito ter
Muito querer percorrer
Sonhos para iluminar
Decepções a naufragar
E ao mesmo tempo
Corrigir o abismo
Selando com amor
O que já foi dor.

Também te perdes
Mas há esperança.

Desculpem…

Desculpem …

A todos os que preferem a mentira e a falsidade Para programa de vida e para construção de um império em falência permanente.

Não é isto que vence, não é isto que vencerá.

A verdade nasceu, está aí. Não é uma ilusão nem uma construção. É uma realidade ontológica. É a procura do ser humano… mas é muito mais: é a melhor arma ou torre para derrubar esses impérios, sem valores e sem paixão.

Desculpem …

A todos os que persistem em não avançar nem reconhecer que a sua vida e postura é maligna e carregada de energia negra, daquela que impossibilita a transparência e o confronto, a lealdade e o profissionalismo, o respeito e a dignidade. Desculpem mesmo… mas não podem ser falhos de memória quem assim vive num estado permanente… na procura de derrubar a Verdade.

Desculpem …

A todos os que insistem em não ajudar a construir um mundo mais pura e genuíno, mais fraterno e amoroso, com pessoas que são por si, na sua essência, um vidro límpido e brilhante, flores de verdade, cuidadas e silenciosas.

Desculpem …

A todos os que permanecem nas identidades que não lhes pertencem, fazem jeitos e ajeitam-se para matar e para derrubar a verdade, quando o que simplesmente precisariam era amar. Amar é Verdade. A verdade é amor e só pode ser amor.

Desculpem …

Mas estou cansado de pessoas que não amem e sejam pedras e rochedos quebrados que já não podem ser um.

Desculpem …

Ele – Jesus – disse:

“Eu Sou o caminho, a verdade e a vida”.

Aí está a resposta para a Verdade.

Desculpem …

Quem não é da verdade esgota-se,

Porque é vencido!

a capa

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a nossa dívida
está na fronte
daquele rosto
decaído e livre
gratuito e amado
alto ficou
na dívida que levou.

a nossa capa
de ilusões ou sensações
de verdades ou realidades,
de que protege?

a nossa capa
não é refúgio, é abrigo
da insegurança tida
da incerteza vivida,
de que espera?

a nossa dívida
será penhor
daquele amor
forte e inquebrável
próximoe doado
à terra chegou
na dívida que cobriu.

a nossa capa
não é manto, é vontade
de o sol de pôr
de o céu azular,
de que temer?